Foi-se (ou ja vai indo) o tempo em que andar pelos corredores dos shopping e olhar as vitrines era algo previsível. Claro que to exagerando um pouco… mas tudo bem.. é só pro assunto ficar mais importante.
Mas o negócio é o seguinte: a onda agora são as vitrines interativas. Selecionei algumas que achei mais interessantes e percebi que existem vários modelos e com vários propósitos também.
De um modo generalista acho que elas poderiam dividir-se em pelo menos 2 grandes grupos: as passivas e as ativas ( Opa opa… não é putaria não… mais pra baixo vou tentar explicar melhor)
Indo por um outro viés sabemos que existem também duas grandes formas de abordagem para se concretizar uma venda… Ou seja, existe lojas em que os atendentes procuram vender as suas mercadorias e outras em que os consumidores são assistidos enquanto compram….
Quem já foi no Paraguay, ou mesmo nas ruas de comercio popular sabe muito bem como funciona a abordagem ativa.Os vendedores praticamente avançam em cima de quem passando pelas ruas e assustam um coidado com um “O que seria pro senhor?? / Pode entrar freguesa!!! / Tá tudo baratinho” .
Outras lojas porem, apostam no estilo self service (passivo), alguns exemplos que podemos citar são : Americanas, Lojas Renner e etcsss.
Posintão, agora chegou a hora das novas tecnologias darem uma forcinha a mais para esses consagrados modelos.
Nessa tentativa algumas loja estão criando vitrines com uma certa quantidade talento e criatividade e se saindo muito bem, enquanto outras assemelham-se mais a um call center cheio de atendentes entediados e pouco instruídos.
Ah, e tem ainda as que se parecem com os animadores engraçados que ficam na frente das lojas apenas para fazer os passantes permanecerem um pouco mais em contato com a sua marca. Bom mas acho até que isso pode funcionar legal dependendo da idéia.
Mas é isso… dêem uma olhada nos videos e imagens e tirem também suas próprias conclusões:
Moment Factory criou uma experiência urbana muito massa através de um sistema interativo na fachada da “La Vitrine”, em Montreal.
A instalação inclui dispositivos de rastreio combinados com 35.000 lâmpadas leds e é capaz de mostrar vários contéudos baseado na presença e circulação de pessoas.
Vitrine Ativa, é a melhor e mais elaboradas de todas na minha opinião, impossível ser indiferente a ela. O projeto foi premiado com o Grande Prémio Créativité Montréal 2008 na categoria integração e planeamento urbano.
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Apple Store Berlim, Quando a pessoas passam em frente às vitrines as silhuetas “simbolos do marketing do ipod” dançam capturando a atenção dos desatentos.
Vitrine ativa: Até bacana, mas acho que a Apple podia mais. Os movimentos das silhetas são sempre os mesmo independente de quem passe ou quantas vezes passe por ali.
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Elle MacPherson Intimates, Muito boa vitrine, ao perceber o movimento dos passantes ela vai lentamente desenbassando o vidro e apresentando mulheres em trajes intimos e poses sensuais.
Vitrine ativa: Fico imaginando se isso num deve até aumentar o risco de acidentes entre os pedestres e até os carros que passam.
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Vitrine experimental da Philips: A vitrine conta com uma espécie de Eye tracking que identifica onde o visitante está observando e mostra no vidro diversas informações sobre o produto como o nome do estilista, preço, opções de tamanhos, cores e o que mais for programado pelo lojista.
Vitrine passiva: Classifiquei como essa vitrine como passiva mas ela poderia ficar entre ativa e passiva pois ela aguarda o visitante interagir com ela, mas fica igualmente monitorando ativamente o olhar do vistante.
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Ralph Lauren de Londres: você vê cenas de uma espécie de catálogo e coloca o dedinho na peça que quer comprar. Assim, a peça será adicionada ao seu carrinho virtual. No dia seguinte você será contatado por e-mail ou telefone para passar as informações para o pagamento e entrega da sua compra.
Vitrine passiva: A vitrine funciona praticamente como um site em uma tela de touchscreen.

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Orange Londres: Semelhante a vitrine da Ralph Lauren, porém a tela não necessita ser tocada para entender as ações do usuário.
Vitrine passiva: Esse é o tipo de interaçao meio minority report, o usuário vira praticamente um maestro regendo a tela.
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Diesel Berlim: A Diesel preparou uma vitrine diferente para quatro de suas lojas na Alemanha. As pessoas podem interagir com o cenário, à medida que se movimentam.
Vitrine passatempo: na minha opnião serve apenas para a pessoa associar uma experiencia nova a marca, tomara que todos achem a coisa prazerosa e não tola como pareceu um pouco pelo video.
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Loja de brinquedos: encontrei esse video nos links relacionados do youtube e nao tive muita paciencia para me informar bem sobre qual é a loja proprietaria, mas enfim… na vitrine as criancas podem encostar nos moldes de mão que estão na vitrine e interagir com o cenário.
Vitrine passatempo: bem semelhante ao princípio usado pela Diesel, mas acredito que pelo fato do público alvo ser crianças essa vitrine tende a ter uma resultado bem melhor que a da Diesel. Acho que minha afilhada ia ficar vários minutos ou até horas brincado com ela e iria chatear a todos para ficar voltando sempre lá pra brincar mais.
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Indivi: Menos tecnológica porém não menos inovadora, prova de que a criatividade é algo insubstituível. Na vitrine um espelho gigante, traz peças de roupas estampadas. A idéia é que a pessoa refletida possa experimentar a roupa ali mesmo, apenas “encaixando-se” dentro da cena.

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Inano: E por último encontrei também esse restaurante que não tem uma vitrine mas achei que valia apena incluí-lo, pois faz de suas mesas um verdadeiro cardápio virtual e interativo. Muito show!! acho que esse deve ser o lugar perfeito para um casal de nerds apreciadores de comida japonesa.

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Fizeram um projeto para a Brasil Telecom aqui em Brasília, onde era possível através da vitrine, saber todas as informações técnicas de um aparelho celular.
Usar a tecnologia em prol da melhor conhecimento sobre determinado produto ou serviço é bastante eficaz e inteligente.
Parabéns pelo post.
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Parabéns pelo post Georges (ou seria Richard)…
Aqui ainda é algo novo, mas em breve será usado para substituir as já previsíveis vitrines nas lojas.
Já viu o filme Minorit Report??? Tem umas cenas onde existem anúncios interativos como esses, mas ainda mais evoluidos, com reconhecimento facial ou retina (biometria) e projeções holográficas…claro que é um filme ficção, mas dita um provável rumo para o uso de tecnologia em anúncios.