Dubaralho – Mídia e Design

Mídia e Design

A dura realidade dos projetos de interfaces gráficas

georges.herzog 22 de September de 2009 Design, Geral, Interação

Amigos Dubaralho

Não sei se é de conhecimento de todos, entao la vai.. a turma Dubaralho, incluindo quem vos fala é claro, trabalha numa empresa de tecnologia e desenvolvimento de softwares. Alguns trabalham exclusivamente com interfaces outros com  impressos e outros jogam nos 2 times (no bom sentido, obvio)

Entao, nessa semana rolou na lista dos scrum masters* uma discussão sobre qual seria o modelo mais vantajoso e garantido de se chegar no final de um projeto com interfaces usáveis, ergonômicas, bem projetadas e implementadas, inovadoras e com todos os envolvidos no processo ardentes de alegria. E em anexo tinha ainda uma imagem que como podemos ver abaixo fala por si só.

Incremental x iteractive

Mas veja bem, digo VEJA BEM!!!  a gente que somos designers sabemos desde muito cedo que a vida real não é bem assim que a coisa acontece… Entao, pergunto a vocês, caros amigos Dubaralho. Quem já participou de algum projeto de interface que no fim das sangrentas batalhas de implementação conseguiu um resultado exatamente como havia sido idealizado por você romântico e sonhador designer.

Como é de conhecimento geral na prática a teoria sempre foi outra. Não susseguei enquanto não consegui criar uma nova imagem que pudesse representar o realidade nua e crua do cotidiano dos projetos de interfaces de softwares não só na minha empresa como também na grande maioria das softhouses do Brasil e até mundo afora segundo colegas meus que já rodaram por aí.

projetos-reais-segundo-os-designers

Maaaaaaaasss nem por isso me desespero**… Mesmo com todas essas cruéis características da vida real ainda conseguimos no fim fazer bons softwares, agradar ao clientes e usuários. Um dos grandes aprendizados que  adquiri nesses quase 8 anos como designer de interfaces é que nem sempre o resultado final é a coisa mais importante prazerosa. Penso que a dinâmica do processo que assim como a vida foge completamente de qualquer método de rigida planificação deve ser o que nos motiva a continuar curtindo o design de interfaces, até pq as vezes alguns projetos chegam a durar meses ou até anos até que os primeiros clientes e usuários possam dar sua opnião sobre as nossas brilhantes idéias.

* Ops! pra que num conhece o termo vindo da metodologia Scrum… é so jogar no google que tem uns 813.000 resultados sobre o dito.

**achei inclusive que loira turbinadinha ali ficou melhor que o projeto original.

Blog Widget by LinkWithin

Posts relacionados:

  • Kanban para Design Gráfico e User Experience (UX) usando Scrum
  • 11 comentários

    1. Georges dia 22 de September de 2009 às 4:30 pm

      Bom, se alguem sentir necessidade de uma abordagem um pouco mais sóbria sobre a questão podem acessar também o http://blogdoabu.blogspot.com/2008/03/incremental-e-iterativo.html

      [Reply]

    2. Alessandro Novais dia 22 de September de 2009 às 4:39 pm

      Concordo contigo quando diz que é quase que impossível terminar um projeto idealizado no inicio do mesmo jeito. E gosto quando isso acontece. Porque como nas metodologias ágeis, as interfaces são vivas e iterativas e podem e devem ser ajustadas se for preciso no meio do processo com alguma solução mais interessante que contribua para a experiência do usuário e conseqüentemente melhore o produto e/ou serviço.

      unindo o ux com agile temos uma autonomia para alterar processos ou etapas que antes poderia levar semanas ou até mesmo esbarrar em processos de aprovação subindo até as altas hierarquias, que mesmo tendo uma solução que pudesse melhorar, mas não pode ser implementada por falta de uma forma de trabalho que ajude.

      Com scrum a equipe participa por completo em todos os processos e todos devem de alguma forma estarem dispostos a dar a sua parte para que tudo ande conforme planejado em seus sprints.

      Parabéns pelo post

      *você é o Helio que morou em Gru ? SOS Computadores ?

      [Reply]

    3. Hélio dia 22 de September de 2009 às 6:16 pm

      Alessandro, sou eu mesmo, mas não fui eu que postei.

      []`s
      Hélio

      [Reply]

    4. Felipe Cunha dia 23 de September de 2009 às 3:40 am

      Como conversamos outro dia Georges. BRAVO! BRAVÍSSIMO!
      Ficou muito bom o post!

      [Reply]

    5. Michelle Oliveira dia 23 de September de 2009 às 5:02 am

      Parabéns galera, mto bom o site de vcs!
      Confesso que não conhecia, mas jah gostei dessa abordagem.
      Ficou “show-de-bola”!
      Vou acompanhá-los sempre que possivel.

      Bjus…=)

      [Reply]

    6. Fabio Ferrari dia 23 de September de 2009 às 10:53 am

      Leonardo da Vinci conseguiu exatamente o que tinha imaginado quando tinha a tela em branco? Provavelmente não.
      Toda criação na realidade é reflexo do conflito da idealização humana e das limitações do ambiente, dos meios e das decisões passadas.

      [Reply]

    7. Georges Herzog dia 23 de September de 2009 às 11:18 am

      boa, Ferrari!!! por isso que que até disse ali que gostei mais de alguns resultados obtidos do que a ideia original hehehe…. mas historicamente e romanticamente os designers nascem achando que é possivel obter um resultado bem próximo daquele ideal que foi projetado e desenhado por eles antes das implementaçoes…

      Por outro lado, acho também que mais importante do que chegar ao exato resultado do layout inicial é conseguir que todos os envolvidos estejam minimamente de acordo com as mudanças que o projeto esta sofrendo.

      Imagine se durante a criaçao da Monalisa, caso Da Vinci precisasse de contar com a ajuda de outros pintores auxiliares (como é comum, inclusive) estes tivessem a brilhante idéia de faze-la sorrindo, e imediatamente ossem em pratica esse plano genial sem que ele partitipasse também dessa decisão….

      [Reply]

    8. Fabio Ferrari dia 23 de September de 2009 às 11:57 am

      Ih Georges, agora você entrou na seara da interação humana.
      Não é a toa que a maior parte dos grandes artistas não trabalha em grupo. É praticamente impossível conciliar idealizações.
      A forma simples e errada é a do consenso, que é a busca de um mínimo denominador comum, ou seja, a garantia da mediocridade.
      Acho a forma mais viável de viabilizar a criação em grupo é através de um lider visioário e irracional trabalhando com seguidores passionais e realistas… :-)

      [Reply]

    9. georges.herzog dia 23 de September de 2009 às 12:03 pm

      opa!!! ouvi alguem falar Steve Jobs, ou Apple???

      [Reply]

    10. Alberto Sasso de Sá dia 23 de September de 2009 às 1:37 pm

      Richard Gere escreveu um post e já tá com recorde de comentários.
      A loira turbinada seria a Monalisa do Funk?

      [Reply]

    11. Rafael Caceres dia 28 de September de 2009 às 7:38 am

      essa nova imagem ficou ótima!

      [Reply]

    Escreva um Comentário

    Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes